sábado, junho 30, 2007
Um beijo!
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sexta-feira, junho 15, 2007
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quinta-feira, junho 14, 2007
Harmonia: Entropia e eu!
quinta-feira, junho 07, 2007

Silêncio!!! Deixem-me morrer aos pouquinhos...
terça-feira, junho 05, 2007
Está a Trovejar...
domingo, junho 03, 2007
Está a Chover...
Vou fechar os olhos, vou suster a respiração, vou correr, vou parar, vou saltar, vou gritar...e querendo fazer tudo, acabo a não fazer nada...Enquanto chove só resta esperar.
Tanto que chove; se quisesse contar todas as gotas que em mim caem ameaçadoramente, pediria por uma vida eterna: organizá-la-ias por tamanhos, por tonalidades de transparência e talvez acabesse por amar este estado de incerteza e frieza!
Chove tanto, chove em mim!
sábado, junho 02, 2007
O MUNDO É UM PALCO
O SONHO
segunda-feira, maio 21, 2007
Murmúrio
Gostava de saber inventar palavras sussurradas, silenciosas, que apenas só eu as soubesse ler, gostava de sabe-las dizer sem sequer, por um leve instante as verbalizar...no fundo do que tenho medo é fazê-las reais, palpáveis, universalmente entendidas. E contudo, se as escrevo é porque de alguma forma já não as consigo reter: escorregadias, deslizam-me da mente, comandam-me o ser, sobre o puro ultimato de o sufocar! Quem sabe se não fosse o melhor...é bom conjecturar...
Já as quiz racionalizar, medir-lhes os excessos e os defeitos, quantificar o seu desastre, equacionar a sua eficácia, mas com efeito ou me segaram ou então revelaram o meu caracter de ser não-pensante. Impulsionadas por uma vontade de não sei onde, que quer fazer não sei o quê, que me penetra com incomensuráveis sentimentos - chego a odiá-los- que me conduziram a um permanente estado de embrieguez mental!
Nunca mais!
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terça-feira, maio 01, 2007
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domingo, março 25, 2007
Ainda continuo à tua espera...
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terça-feira, março 20, 2007
Se eu tivesse um piano onde tocar, faria de tudo para lhe contar uma história de agudos e graves, que seria de Amor!
Comprometer-me-ia em desenhar-te no som de tons que só poderiam cantar a soberba alegria em te conhecer! Faria uma sonata, num compasso seis por oito (não sigo regras, sigo o maestro que me conduz: amar-te.), num pianíssimo eterno, para que só nós escutássemos, notas cantadas do meu coração para o teu. De repente, mudaria o tom para "forte" e em acordos definidos, um Amor do tamanho do Mundo soltar-se-ia na fusão do teu corpo no meu...Por fim um "subito piano rallentando molto", para terminar de novo pianíssimo, porque meu Amor, para mim no mundo só à espaçao para a tua e a minha existência....
No final orgulhar-me-ei em ter escrito a sonoata mais incompleta de todas, o engenho da perfeição não se fez para os Humanos usarem-no, mas a contradição existe em ti, que de tão perfeito que és, tornas-te indefenível nesse absoluto da perfeição...Mesmo assim será a sonata mais bela de todas, que Amor feito da eternidade como o meu só pode existir por ti...
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Por aí
Vou morrer para sempre... A vida como essa embarcação sem retrocesso, eu como um naufrágio iminente!
domingo, março 11, 2007
A fuga
Sem nexo
domingo, fevereiro 18, 2007
O que me apetece dizer...
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sábado, fevereiro 17, 2007
O prédio (I)
A habitação até era simpática, um pacato prédio situado nos arredores de Lisboa que o permitia estar a pouca distância de tudo, ou melhor, de quase tudo. Um segundo andar direito, foi esta a morada que lhe coube. No primeiro dia em que se instalara convenientemente, conheceu Dona Alinda, senhoria do prédio, mulher dos seus setenta e tais, de perfil atarracado, com umas mãos que acusavam a artrose de longos anos. Rapidamente se apercebeu que conquistar a bondade da senhoria seria imprescindível se quisesse permanecer na sua serenidade; a mulher sabia de tudo e todos naquele prédio e acaso os moradores não preenchessem os requisitos necessários, então metia a mão na anca, aguçava a garganta e a rixa só findava no momento em que nenhum vestígio sobrasse do maldito demónio, como costumava referir. Ficou a saber que, acerca de dois anos, teve ocasião de lá murar um jovem universitário que estudava para veterinária. O rapaz era muito avivado, característica que logo identificou D. Alinda e que depressa lhe fez torcer o nariz e rezar três Ave Marias pela sua"alma desgraçada"; usava um piercing na sobrancelha e gostava de música barulhenta, chegava tarde e a más horas, incomodando-lhe o sono (ou ressonar), a cada dia era uma rapariga nova, todas elas de trajes despenados. A situação desgostava a mulher, cuja mentalidade estagnara desde a altura em que em menina ainda brincava no campo, e sem meias medidas determina a expulsão do moço. É claro que o rapaz não se manteve impávido perante tal decisão, alegou que com a renda sempre paga a cada mês ninguém o poderia tirar dali. Seguiram-se discussões atrás de discussões, quase intermináveis não fosse o estudante ter o infortúnio de lhe dizer que esta era pior que os porcos que estava habituado a tratar e que nem as vacas faziam tanto barulho quando era necessário vaciná-las, quanto ela a gritar. Foi então que D. Alinda arregaçou as mangas, pôs a mão na anca, pegou na vassoura e numa expressão, que dita entre os soluços nervosos, "vais ver se não te apanho meu menino", desatou a correr atrás do desgraçado que nunca mais apareceu se não para retirar os seus pertences, actividade que foi supervisionada pela mulher, pois que afirmava que "com estes não há que fiar". Contudo, os anos levaram-lhe o marido trabalhador e trouxeram-lhe uma reforma mísera que a forçava a aceitar todo e qualquer "mafarrico". Era o caso dos "honrosos" vizinhos do 1º Direito, um casal jovem, apologista de uma vida mundana e leviana e com uma relação um tanto ao quanto controversa. As discussões entre ambas eram dignas de uma novela mexicana: ouvia-se gritos, insultos, desaforos perdidos, choros compulsivos, a materialização de toda a erupção da cena para a porta que a muito custo lá ia se mantendo de pé, um "sai da minha vida", depois um sonoro "Odeio-te!", para depois e tão inexplicavelmente como a briga havia começado, caírem nos braços um do outro num Amor que só visto! O espectáculo cessava com os gestos de desaprovação de D. Alina, que entre outras coisas ia murmurando "aqueles os dois ainda dão cabe de mim, valha me Nossa Senhora!".
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Obrigada!
Hoje não ganhei uma Rosa...Ganhei sim, mas não foi hoje! Ganhei-te numa tarde bela e abençoada que sorria, ganhei-te para sempre! Não ganhei a lotaria, ganhei o que de melhor se podia gamhar, ganhei-te!
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