Gostava de saber inventar palavras sussurradas, silenciosas, que apenas só eu as soubesse ler, gostava de sabe-las dizer sem sequer, por um leve instante as verbalizar...no fundo do que tenho medo é fazê-las reais, palpáveis, universalmente entendidas. E contudo, se as escrevo é porque de alguma forma já não as consigo reter: escorregadias, deslizam-me da mente, comandam-me o ser, sobre o puro ultimato de o sufocar! Quem sabe se não fosse o melhor...é bom conjecturar...
Já as quiz racionalizar, medir-lhes os excessos e os defeitos, quantificar o seu desastre, equacionar a sua eficácia, mas com efeito ou me segaram ou então revelaram o meu caracter de ser não-pensante. Impulsionadas por uma vontade de não sei onde, que quer fazer não sei o quê, que me penetra com incomensuráveis sentimentos - chego a odiá-los- que me conduziram a um permanente estado de embrieguez mental!
Nunca mais!
segunda-feira, maio 21, 2007
Murmúrio
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terça-feira, maio 01, 2007
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domingo, março 25, 2007
Ainda continuo à tua espera...
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terça-feira, março 20, 2007
Se eu tivesse um piano onde tocar, faria de tudo para lhe contar uma história de agudos e graves, que seria de Amor!
Comprometer-me-ia em desenhar-te no som de tons que só poderiam cantar a soberba alegria em te conhecer! Faria uma sonata, num compasso seis por oito (não sigo regras, sigo o maestro que me conduz: amar-te.), num pianíssimo eterno, para que só nós escutássemos, notas cantadas do meu coração para o teu. De repente, mudaria o tom para "forte" e em acordos definidos, um Amor do tamanho do Mundo soltar-se-ia na fusão do teu corpo no meu...Por fim um "subito piano rallentando molto", para terminar de novo pianíssimo, porque meu Amor, para mim no mundo só à espaçao para a tua e a minha existência....
No final orgulhar-me-ei em ter escrito a sonoata mais incompleta de todas, o engenho da perfeição não se fez para os Humanos usarem-no, mas a contradição existe em ti, que de tão perfeito que és, tornas-te indefenível nesse absoluto da perfeição...Mesmo assim será a sonata mais bela de todas, que Amor feito da eternidade como o meu só pode existir por ti...
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Por aí
Vou morrer para sempre... A vida como essa embarcação sem retrocesso, eu como um naufrágio iminente!
domingo, março 11, 2007
A fuga
Sem nexo
domingo, fevereiro 18, 2007
O que me apetece dizer...
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sábado, fevereiro 17, 2007
O prédio (I)
A habitação até era simpática, um pacato prédio situado nos arredores de Lisboa que o permitia estar a pouca distância de tudo, ou melhor, de quase tudo. Um segundo andar direito, foi esta a morada que lhe coube. No primeiro dia em que se instalara convenientemente, conheceu Dona Alinda, senhoria do prédio, mulher dos seus setenta e tais, de perfil atarracado, com umas mãos que acusavam a artrose de longos anos. Rapidamente se apercebeu que conquistar a bondade da senhoria seria imprescindível se quisesse permanecer na sua serenidade; a mulher sabia de tudo e todos naquele prédio e acaso os moradores não preenchessem os requisitos necessários, então metia a mão na anca, aguçava a garganta e a rixa só findava no momento em que nenhum vestígio sobrasse do maldito demónio, como costumava referir. Ficou a saber que, acerca de dois anos, teve ocasião de lá murar um jovem universitário que estudava para veterinária. O rapaz era muito avivado, característica que logo identificou D. Alinda e que depressa lhe fez torcer o nariz e rezar três Ave Marias pela sua"alma desgraçada"; usava um piercing na sobrancelha e gostava de música barulhenta, chegava tarde e a más horas, incomodando-lhe o sono (ou ressonar), a cada dia era uma rapariga nova, todas elas de trajes despenados. A situação desgostava a mulher, cuja mentalidade estagnara desde a altura em que em menina ainda brincava no campo, e sem meias medidas determina a expulsão do moço. É claro que o rapaz não se manteve impávido perante tal decisão, alegou que com a renda sempre paga a cada mês ninguém o poderia tirar dali. Seguiram-se discussões atrás de discussões, quase intermináveis não fosse o estudante ter o infortúnio de lhe dizer que esta era pior que os porcos que estava habituado a tratar e que nem as vacas faziam tanto barulho quando era necessário vaciná-las, quanto ela a gritar. Foi então que D. Alinda arregaçou as mangas, pôs a mão na anca, pegou na vassoura e numa expressão, que dita entre os soluços nervosos, "vais ver se não te apanho meu menino", desatou a correr atrás do desgraçado que nunca mais apareceu se não para retirar os seus pertences, actividade que foi supervisionada pela mulher, pois que afirmava que "com estes não há que fiar". Contudo, os anos levaram-lhe o marido trabalhador e trouxeram-lhe uma reforma mísera que a forçava a aceitar todo e qualquer "mafarrico". Era o caso dos "honrosos" vizinhos do 1º Direito, um casal jovem, apologista de uma vida mundana e leviana e com uma relação um tanto ao quanto controversa. As discussões entre ambas eram dignas de uma novela mexicana: ouvia-se gritos, insultos, desaforos perdidos, choros compulsivos, a materialização de toda a erupção da cena para a porta que a muito custo lá ia se mantendo de pé, um "sai da minha vida", depois um sonoro "Odeio-te!", para depois e tão inexplicavelmente como a briga havia começado, caírem nos braços um do outro num Amor que só visto! O espectáculo cessava com os gestos de desaprovação de D. Alina, que entre outras coisas ia murmurando "aqueles os dois ainda dão cabe de mim, valha me Nossa Senhora!".
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Obrigada!
Hoje não ganhei uma Rosa...Ganhei sim, mas não foi hoje! Ganhei-te numa tarde bela e abençoada que sorria, ganhei-te para sempre! Não ganhei a lotaria, ganhei o que de melhor se podia gamhar, ganhei-te!
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Agora!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Soneto do AMOR TOTAL
Amo-te tanto meu amor... não cantes
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E amo-te além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Escrito por Vinicius de Morais, para um tempo futuro que agora se fez presente; adivinhou-me as palavras, antes que tas pudesse dizer...
Eterno
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Sem o que dizer...
Como de costume, e como confirma a minha humilde existência de aluna, os testes são marcados às cavalitas uns dos outros, por mais que os períodos alarguem ou encolham, o que significa uma divisão ajustada do tempo por todas as disciplinas, tarefa a qual eu não é o meu forte. Conclusão, no final desta maratona de estudo vou parecer um "zombi" anémico, picado pela mosca de tsé-tsé! No entanto, e como há que sempre ver o lado bom das coisas (outra tarefa para a qual não tenho muita aptidão, tendo mais para o pessimismo), a verdade é que ao terminar serei intelectualmente mais rica, se não vejamos:
- Filosofia: Aprendi que a retórica surgiu no século V a.C. na Grécia, adquirindo maior importância em Atenas, onde a Democracia mais se popularizou. Em consequência surgiram os sofistas, auto intitulados como "mestres do saber", que ensinavam a oratória (arte de bem falar), ou seja a retórica. Os sofistas davam maior importância à forma do discurso do que às ideias nele contido, o que os levava a construir discursos vazios. Surgem então dois filósofos que se opuseram contra a doutrina dos sofistas, foram eles Sócrates e Platão. Contestaram a concepção de verdade( a verdade deveria ser absoluta, universal e eterna), o sistema político(a cidade devia ser governada por um "filósofo-rei) e o modo de ensino(deveria se apostar no culto da alma, ou seja a procura da sabedoria e verdade, através da dialéctica ascendente)...O que eu poderia dizer sobre o que aprendi, mas não me vou estender mais.
- Biologia: Existem dois modelos que pretende explicar a evolução de células procarioticas para eucarioticas: O modelo Autogénico e Endossimbiótico. O primeiro defende que o sistema endomembranar, os cloroplastos e as mitocôndrias surgiram por invaginações da membrana plasmática e o segundo distingue-se deste pelo facto de considerar que os cloroplastos e mitocôndrias provêm de seres procariontes que foram integrados na célula por relações de simbiose, que se foram tornando tão necessárias aos dois organismos até ao ponto de um não viver sem o outro. O mais consensual é o Modelo Endossimbiótico. Lamark foi um importante evolucionista, embora a teoria hoje aceite seja a de Darwin. Lamark acreditava que para se adaptarem ao ambiente os seres vivos desenvolviam mais certos órgãos em detrimento de outros, passando depois estas características á descendência, o que significaria, por exemplo que as girafas têm um pescoço tão cumprido pelo esforço de o esticar. A unidade de evolução é a população e não o indivíduo, etc...
- Geologia: As barragens não constituem soluções viáveis pois diminuem a quantidade de sedimentos que chegam à foz de um rio, o que trará consequências negativas, entre elas o recuo da costa; As rochas sofrem meteorização, química e física, e só depois erosão; a meteorização física ou mecânica ocorre por: termoclastia, haloclastia, crioclastia, acção dos seres vivos, acção da água, alívio de pressão (diáclases ou disjunções esferoidais); o mineral mais duro é o diamante; uma substância só é um mineral se: for sólido, inorgânico, natural, de estrutura cristalina, com composição química bem definida ou variável em certos limites; substâncias que reúnam todas estas características mas não possuam uma estrutura cristalina são chamados mineralóides, é o caso da opala, etc...
- Física: O som propaga-se por ondas mecânicas e longitudinais; as ondas electromagnéticas propagam-se todas à velocidade da luz, sendo vibrações causadas por alterações nos campos magnéticos e eléctricos. O vector campo magnético é sempre orientado de sul para norte; o fluxo magnético é fechado; a alteração num campo magnético gera um campo eléctrico e vice-versa, por exemplo quando se faz circular uma corrente eléctrica numa bobina, gera-se um campo magnético que ao ser alterado pelo movimento de aproximação ou afastamento de um íman, se altera e faz variar a tensão nos terminais da corrente, gerando uma força electromotriz induzida; se o vector campo magnético que atravessa uma espira fizer um ângulo de 90º com a normal ao plano, então o fluxo magnético é nulo. Para transmitir sinais a longas distâncias recorre-se à modelação de ondas sonoras em ondas electromagnéticas, sendo essa modulação feita em amplitude (AM) ou frequência (FM); Quando uma onda incide numa superfície, essa mesma onda pode ser reflectida, absorvida ou refractada; ao ser refractada a onda altera a sua velocidade, trajecto e comprimento de onda; quando a onda incidente faz com a normal do plano certo ângulo que faz com que o ângulo de refracção seja de 90º, então a partir daqui se o ângulo de incidência aumentar ocorre a reflexão total, que é o que acontece nas fibras ópticas, utilizadas por exemplo em medicina em exames como a endoscopia. Um sinal analógico é uma função contínua no tempo, enquanto que um sinal analógico é uma função descontínua, sendo composta por um código binário; assim, enquanto um sinal analógico é transmitindo pela propagação de ondas electromagnéticas, que assim ficam sujeitas às distorções externas (como as más condições atmosféricas), um sinal digital propaga-se por pulsos eléctricos, sendo assim mais resistentes às distorções, etc.
Tendo em conta que não escrevi tudo quanto aprendi, já é alguma coisinha não é?
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Se eu votasse...
quarta-feira, janeiro 17, 2007
domingo, janeiro 14, 2007
SAUDADE
SoCoRRo!!!!
Sinto uma mão, vem subindo, escorrega, toca-me levemente...Outra mão que vem,agressiva, dura, firme, sufocante. Mão que me percorre, mão que prende o coração, põe-me em nu no leito da solidão; Outra mão! Mordaz, esbarra o seu toque contra meus lábios, vai me tirando de mansinho suspiros, rouba-me o tempo das minhas palavras para ti. Sim, agora sou escrava de Saudade; Ai, respiro nunca mais!
Que é isso que me dizes, Saudade, que não entendo...falas em nunca mais, falas chorando, falas comigo chorando, falas em partidas, em naufrágios sem vida...e de cada vez que me contas vejo labaredas que saem como fantasmas de ti...São chamas sempre acesas, fogo a pegar em mim...Não tardará e serei também um incêndio de dor!
O Coração bate, mas devagar, não vá a Saudade se aperceber...Vou me fingindo inanimada, vou chamando por ti... Anjo, Amor, preciso de ti!
Vou-te pedir: Tira-me daqui, Anjo meu!
Vou-me calar, a Saudade pode ouvir...
Diálogo entre Moral e Ética:
Estão Moral e Ética caminhando, de mão dada, como deseja Ética, como ordena Moral:
Moral:Vamos caminhar até não podermos mais, até doer respirar o teu nome! Vamos!
Ética:Gostava de caminhar contigo até já não poder mais, para depois rirmos com toda a trapalhada de paços que demos, rir porque faz bem...Seria bom que todos corressem de mãos dadas...
M:Aqui todos andam porque é assim que o tem de ser, é correcto e se é correcto fazemo-lo. Andaremos!
E:Mas porquê? Deviamos andar porque....(é interrompida).
M: Aqui ninguém pergunta, sempre foi assim, está escrito, se não o fizeres serás castigada. Anda!
Moral ou Ética?
Moral- Conjunto de normas estabelecidas socialmente e culturalmente.
Ética- Reflexão, crítica, justificação acerca das normas morais, segundo valores universais.
sábado, janeiro 13, 2007
Gaivota à solta no Mar...
Quando foi que te deixei solta nas palavras do Grande Mar? Quando foi que não mais soube falar gaivotês? Quando foi que o tempo nos roubou a vontade de "nos sabermos iguais"?
Procurei-te naqueles mesmos instantes, quis saber de ti no mesmo ímpeto de sempre. Procurei-te. Chamei-te. A corrente veio, as ondas que antes nos fundiam os sentidos (aqueles tempos em que te sabia ler e tu me falavas gaivotês. Aquelas horas em nos escutávamos, longe da consciência, no fundo da alma), tu vieste: a mesma graciosidade,(o céu fez-te um reinado azul e tu navegas nele soberba? Pior...), o mesmo jeito belo de te aproximares, a mesma sedução (fosses tu sereia e também atraiçoarias Ulisses! Musa da dissimulação), o mesmo encanto, tu mesma...E que podia fazer eu se não te afagar docemente??? A saudade, tu sabia-la minha dor, lançaste-a em mim, fazendo-me sempre tua aliada. Maldade!
O tempo que foi de recordações, de novo o gaivotês, de novo a cúmplice vida entre ambas, seres de plural em seres no singular...como me fizeste acreditar... Sobrevoamos os mares, agitamos nuvens, construímos salpicos de memorias felizardas( ainda perduram, resta saber se infelizmente ou felizmente), edificamo-nos, crescendo.
Mas...Todavia...No entanto e embora...Porquê?! Li mais do que desejaria, atrevi-me a explorar-te até mesmo nos cantos mais escuros, nas passagens mais interditas...Mentira! Nada li, nada fiz, não foi necessário, deste-mo a ler, eu li. Não mais falei gaivotês!
A verdade que nunca soube em ti, afinal tudo palavras enfeitadas do sonho que tu mesma querias saborear...E eu que fiz? Sorri ao ver-te partir, sorri no pressentimento de te saber já com FIM.
Amar? Palavra que tu própria desenhas-te na alma, pintaste-a com todas as cores vivas do mundo, só para que...só...somente amar a ti própria...Doeu a quem leu, a quem julgava, como eu, saber-te de salteado...Doe-me saber-te uma obra de arte plagiada e dissimulada...Doe-me quereres amar por amar-te...Doeu-me mesmo não sendo eu o apaixonado.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Só te queria dizer, dizer não por dizer, mas porque a minha própria existência o dita (a existência ditada à priori) que: TU+EU=TUDO(=)TUDO-EU=NADA. Só existe uma condição nesta equação, equação inegável e irreversível, que o todo do mundo, o todo que cresce a cada dia,minuto,segundo (uma terra que não para de crescer; o espaço menor a todo o instante, a população em progressão mais que constante) é o Nada de uma vida, da nossa vida, dos sonhos onde só existe a primeira pessoa do plural: Nós! Amo-te não à regressão, jamais, regressão nisso!
















